terça-feira, 30 de junho de 2009

Conversas com o Rafa

Minhas conversas com o Rafa sempre começam e terminam do mesmo jeito: com muitas risadas e a indissociável pergunta.

Por Suely da Silva Lima

- Oi! Tem café?
- Ainda não.
- Não fico bem sem café.
- O que foi que você disse?
- Ahnnn? Tem café?
- Já disse que não!
- Quem é você? Quem sou eu? Onde eu estou? Quem me trouxe aqui?
- O que foi que você disse?
- Tem café?

Canudo na mão





Palavras podem provocar mudanças sociais








Por Jaqueline Bueno


Um pedaço de papel ou de couro de carneiro em forma retangular traz grafado em letras um tanto medievais, de cor preta ou dourada, o nome e a profissão do sujeito que permaneceu sentado aproximadamente 1500 dias em uma sala de aula de uma instituição de ensino superior. Sem contar as várias noites conversando com autores e com os insetos que se suicidavam na tela do computador.


Todos esses dias multiplicados por 60 (minutos = 1h) resultaram numa infinidade de horas de reflexão, de discussões sobre aspectos éticos, morais, técnico e de valorização do seu público, da sua comunidade. E para legitimar esse compromisso com o futuro trabalho é preciso carregar embaixo do braço o inestimável diploma universitário.


Será que é necessária tanta capacidade intelectual para se entender que o jornalismo não é somente para mostrar quem consegue a melhor manchete, para quem quer ser promovido ou para entrar na vibe como VIP? Essa profissão pode ser tomada como vocação, mas acima de tudo deve ser desempenhada com responsabilidade, sem esquecer o seu caráter transformador.


Se o sentimento agora é indignação, raiva ou frustração, não sei. Não se pode aceitar que a obrigatoriedade do diploma para exercer a profissão de jornalista seja extinta, como foi. Se conseguimos experiência na prática, na teoria é onde adquirimos sabedoria e, consequentemente, senso crítico. Conhecimento não basta. Passar um tempo experimentando é essencial, e o lugar para fazer isso é na faculdade.


Para o jornalismo, há quem diga que o famoso canudo restringiu a liberdade de expressão para quem não possui a formação superior, no entanto, há outros que acreditam que o diploma reafirma o compromisso com a sociedade.


Como contrapõe o jornalista Márcio Rodrigues, “Ninguém pede o diploma ao médico que vai operá-lo, mas bota fé na sua experiência profissional, esquecendo-se que esse mesmo profissional passou por uma formação específica”. Generalizar pode não ser a melhor escolha, mas infelizmente muitos respondem por um.


O jornalista e professor de comunicação, Erasmo de Freitas Nuzzi, em entrevista ao jornal “Unidade” do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, contou que ele e mais 15 amigos que já trabalhavam na área sentiram a necessidade de cursar a faculdade. “Acompanhávamos todo o esforço da Associação Brasileira de imprensa (ABI) para a instalação de um curso superior para essa área no Brasil. No meu caso, além da vontade de estudar, da curiosidade por saber mais de jornalismo, decidi fazer o curso também por acreditar que a formação superior era uma conquista da nossa categoria, nos dava status de profissionais”.


A defesa da obrigatoriedade do diploma é uma maneira de se mostrar a favor da profissão e da valorização dos profissionais. Defendendo os direitos humanos e praticando aquilo que coletivamente chamamos de ética. Além disso, o jornalista tem garantia dos seus direitos trabalhistas, de segurança profissional e também contribui com a evolução da categoria.


O papel, neste caso o diploma, foi uma invenção importante para os nossos dias. Ele em si talvez possa não ter um significado extremo do mesmo modo que a prática da profissão, porém seu poder simbólico e tudo o que a pessoa ganhou antes de obtê-lo, no sentido de conhecimento e saber, carrega os ideais do fazer jornalismo. Além disso, eu repito, a regulamentação da categoria garante os direitos individuais do profissional, difunde conhecimento por meio das informações, dos fatos e, sem dúvida, educa toda uma sociedade.



quarta-feira, 24 de junho de 2009

Por Tinho (nosso amigo chargista em busca de um diploma!)

terça-feira, 23 de junho de 2009

Nem tudo é tão simples assim

Por Suely da Silva Lima

Muito se tem discutido sobre a obrigatoriedade do diploma no exercício da profissão de jornalista. Para argumentar sobre este fato tomarei emprestados alguns versos de Profissão de Fé, do poeta parnasianista Olavo Bilac. Neste poema o autor defende a perfeição da forma a partir de uma comparação entre o ato de escrever e a prática do ourives; à sua maneira, ambos esperam que seu trabalho seja perfeito: Invejo o ourives quando escrevo/ Imito o amor/Com que ele, em ouro, o alto relevo/Faz de uma flor. Não defendo o lead ou a técnica textual, defendo sim a ética e a responsabilidade que deve ter um Jornalista ao passar uma informação adiante. Afinal de contas qualquer um pode escrever. Mas, escrever o que? Com qual critério? Qual o resultado final? Qual a qualidade do que está sendo escrito?

Escrever um texto que será destaque em um jornal, lido por inúmeras pessoas exige, entre outras coisas, um treinamento técnico e neste ponto devemos ser como o ourives que Torce, aprimora, alteia lima/A frase; e, enfim,/No verso de ouro engasta a rima/Como um rubim. Assim é a profissão de jornalista: é necessário crivar de pedras e minérios preciosos as palavras que saem das mãos ou bocas. A abrangência da notícia não exige menos do que a transparência, a informação cristalina e sólida como um diamante.

“O Senhor não é verde, mas é nossa esperança”. Esta frase, vinda de uma das alunas mais dedicadas da turma, na hora causou risos, mas ao refletir sobre ela, confesso certa tristeza. Se uma classe terceiranista de jornalismo verbaliza isso, como dar crédito às pessoas que sequer passaram por uma faculdade? Reconheço que o ensino superior possui suas falhas, mas esta não é uma patologia exclusiva de instituições particulares, muito pelo contrário, é algo que se espalha por todo o sistema educacional. Falta uma fiscalização mais rígida e melhor qualificação do corpo docente, mas também falta empenho e dedicação por parte do aluno.

Para agravar ainda mais este quadro tão delicado, entra em foco a suspensão do diploma de jornalismo, abertamente defendida pelos donos de veículos de comunicação que vêem aí uma maneira de sacramentar conteúdos de seus interesses. De acordo com o Prof. Edson Spenthof, presidente do Fórum Nacional dos Professores de Jornalismo (FNPJ), essa defesa acontece porque eles não querem dividir a tarefa de determinar o que vai ser notícia com um corpo profissional sólido, constituído sobre o conhecimento acadêmico.

É fato que muitos têm o dom e escrevem muito bem há muitos anos, mas daí a dizer que a profissão de jornalista não precisa ser reconhecida ou legalizada é extrapolar os limites do aceitável. O médico ao realizar um procedimento ou prescrever uma receita incorreta pode matar uma pessoa; e como alerta Arquimedes Pessoni, “o jornalista, com um texto contendo informações incorretas, pode matar cem, mil pessoas de uma vez só”.

Pode até parecer absurdo, mas não é. Se um texto não for bem fundamentado, bem construído, se as informações não forem checadas incansavelmente, as conseqüências podem ser drásticas. Ser Jornalista é algo que requer um exercício mental acurado, por isso o conhecimento acadêmico é primordial para o desenvolvimento da profissão. Uma matéria jornalística requer zelo, lisura e eficácia e, o bom jornalista, além de talento e ousadia, precisa harmonizar dados das pesquisas com prosa e poesia. Escrever é mais do que redigir um laudo técnico com uma assinatura de grife, é contar uma história que contribua para o crescimento das pessoas. Para isso, é necessário ter domínio das técnicas jornalísticas para apreender e cativar o leitor ao mesmo tempo em que o informa.

Não nego a credibilidade de um texto escrito por um médico, cientista ou advogado, mas nós jornalistas não tentamos realizar cirurgias, defender criminosos ou descobrir a cura da AIDS. Muito pelo contrário, quando enveredamos por quaisquer destes caminhos, buscamos a interferência e colaboração dos profissionais da área - que estudaram durante anos e se formaram para isso - para elaborar um texto idôneo. Dessa forma deve ser com o jornalismo: os profissionais de outras áreas, por mais título que possuam em suas paredes deveriam, participar apenas como consultores da atividade jornalística, dando subsídios para um texto bem construído e que levem os esclarecimentos à população, ou seja, deveriam ser parceiros visando a qualidade da notícia e o benefício aos leitores que, no fim, são os únicos a ganhar se cada um realizar o seu dever na sua especialidade.

Sei que outros profissionais são capazes de escrever um texto confiável, com conhecimento de causa, mas se um jornalista que passa quatro anos na faculdade desenvolvendo habilidades para redigir de maneira eficiente e fazer uso inteligente das técnicas necessárias para a construção de um texto bem elaborado, ao sair a campo, encontra dificuldades para a prática da reportagem, em apurar criteriosamente as informações, como acreditar que profissionais de outras áreas, após uma jornada diária atuando em sua área, podem dedicar algumas horas a escrever um texto madrugada adentro sem cometer nenhum erro? A menos que sejam profissionais biônicos, fica difícil acreditar que consigam realizar, de maneira eficaz, as duas profissões. E se é para emitir uma opinião sobre determinado assunto escrevam um artigo ou entrem em contato com a seção de leitores. Ou, então, esqueçam sua rotinas e vão para a redação. Só não se assustem com a dedicação exclusiva e exaustiva e com o baixo salário! Jornalismo é sacerdócio, isso pelo menos se aprende na faculdade.

Usei como exemplos profissões em que normalmente encontramos dificuldades para elaborar um texto, mas esses argumentos estendem-se a quaisquer profissionais que se julguem expert em redação. É necessário reforçar a distinção entre um texto jornalístico e outro texto. Com o acesso fácil à internet e a digitalização das mídias, qualquer um pode “ser jornalista por um dia”, mas e a qualidade destes produtos? Não devemos esquecer que nem todas as pessoas têm o discernimento necessário para distinguir uma fraude de um material com embasamento sólido. Se a onda pegar, e todos puderem ser o que quiser por um dia, eu quero ser a Presidente da República.

Novamente recorro a Bilac: Quero que a estrofe cristalina/Dobrada ao jeito/Do ourives, saia da oficina/Sem um defeito:Porque o escrever – tanta perícia,/Tanta requer,/Que ofício tal... nem há notícia/De outro qualquer. Fica aí algo para se refletir: escrever qualquer um pode, inclusive texto jornalístico, desde que sejam respeitadas certas regras.
Foto: Jaqueline Bueno

Parque Buracão - Assis/SP. Visitem!

quarta-feira, 17 de junho de 2009

Causos de supermercado I

Por Jaqueline Bueno


O homem entra no supermercado acompanhado da esposa. Cumprimenta os funcionários e amigos ao redor. Muita gente num mesmo espaço, quase uma feira de peixe como dizem por aí. Os timbres das vozes ecoam e se misturam causando confusão. A família circula em meio às gôndolas, olha o preço, avalia, compara e coloca o produto no carrinho. Não é muita coisa, por isso decidem passar pelo caixa rápido – talvez o dono do estabelecimento tenha feito uma releitura dessa expressão - que em tese soa ligeiro, mas na prática...


Uma mulher elegantemente vestida, cheia de penduricalhos de ouro, olha rapidamente o ‘pequeno’ transtorno ocasionado pela falta de agilidade do equipamento eletrônico que faz a leitura ótica do valor das mercadorias. Por causa da muvuca, ela aproveita para passar seus mais de dez itens estipulados para aquele caixa na frente de outros clientes.


O homem acompanhado da esposa se indigna com a postura da (des) elegante senhora e começa a discussão.


- Oh, dona! A senhora não viu que eu estava na frente? , grita o homem enquanto sua esposa tenta se esconder com as mãos no rosto.


- Meu senhor, eu passo aonde eu quiser.


- Mas você está atrasando a vida de todo mundo, sua grossa.


- O senhor já leu aquilo ali. – aponta a senhora chacoalhando seus acessórios dourados.


O homem olha para cima e vê a placa azul com o seguinte lembrete em branco: “Proibida a entrada de animais”.


- Se eu sou grossa... o que o você está fazendo aqui? - retruca a senhora.


**Se você tiver alguma história de supermercado para contar, nos envie um e-mail para laboratorioideias@hotmail.com. Vamos compartilhar o que acontece na vida real de uma maneira leve e que nos faça refletir.

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Muito além do jardim

Texto desenvolvido como atividade na aula de jornalismo humanizado.

Por Suely da Silva Lima

- O Luís Henrique fugiu!

O grito do vizinho ecoa pela humilde casa de madeira ribombando como tambores africanos. Os pés ágeis da mãe deslizam pelo chão encerado correndo para a rua, as mãos nervosas a impedem de abrir o portão e as pernas trêmulas não dão a segurança necessária para correr ou sequer andar até a rua. O muro de dois metros de altura não é alto o suficiente para impedir o garoto, que em duas manobras firmes está do quintal do vizinho.

- Corre Su, não deixa ele escapar.

E assim a nova tentativa de fuga do garoto termina encurralada no quintal ao lado.

- Tuly, quero ir para a tasa do Tadú.

-Onde ele mora Luís Henrique?

- Em Tão Taulo.

- Como você vai chegar na casa dele?

- Eu tô andando.

Com onze anos e uma lista interminável de tentativas de fugas para bairros vizinhos ou distantes, para a casa da esquina ou a Casa da Ração, Luís Henrique tem Síndrome de Aspager. Entre sua paixões estão a música sertaneja, o violão e o bolo de chocolate.

- Eu tô ser tantor – revela enquanto raspa o liquidificador sujo de bolo de cenoura que sua mãe acaba de colocar no forno.

Sem saber ler nem escrever, o garoto usa a memória para decorar as músicas da dupla sertaneja, César Menotti e Fabiano.

- Já estragou o controle remoto de tanto mexer. Ele assiste este DVD mais de vinte vezes num dia – conta Maria Luiza, mãe de Henrique.

- Eu tô ser tantor. Quer ter? “Tiumenta, pára tete teito num aquenta...” – canta o menino, enquanto finge tocar um violão.

- Tira uma toto com o Amendoim? – Pede arrastando o vira-lata pelos pêlos.

-Vem tirar uma toto Amendoim.

- Pára de apertar que ele te morde. - Alerta a mãe - Uma vez ele, o Henrique, matou um coelho de tanto que apertou. Não tem noção da força que tem. Ele adora este cachorro, aperta o tempo todo. Até de pique esconde ele brinca com este bicho.

--Eu quero um tiolão. Eu tô ser tantor. O tolo tá tonto? Mãe eu quero tolo.

- Tá quente. Espera esfriar, a Helô e o Gabriel vão chegar e eu corto o bolo para vocês.

Clap!Clap!Clap! Jump!Jump!Jump! Enquanto espera e assiste ao show na TV, o menino pula e bate palmas ao mesmo tempo em que canta. A ansiedade, uma característica da síndrome, hoje está latente.

- A perua escolar não veio hoje. Ele está acostumado a ir à escolinha, no dia em que não vai, fica nervoso, ansioso... Não gosta de sair da rotina.

Alguns historiadores afirmam que Vernon Smith, "Prêmio Nobel" de Economia em 2002, Mozart, Newton, Einstein, Sócrates, Darwin, Michelangelo, entre outros gênios sofriam da mesma síndrome...As possibilidades além do jardim de concreto são grandes.

- Eu tô ser tantor. – repete o menino com um sorriso sonhador nos lábios.


segunda-feira, 8 de junho de 2009

Sobre gritos e anticomunicações

*Por Felipe Modesto

Confesso que gritos sempre me incomodaram. Eles trazem aos ouvidos um tom inquisidor, um ar de arrogância, de argumento infundado, um tom pedante. Acredito também que eles não são repudiados apenas por mim, muita gente reclama de gritos, de dor nos tímpanos.

Semanticamente a palavra grito me parece soar diferente de brado. O brado lembra nobreza, exclamação da vitória, defesa da honra. O grito remete a bravata, a dor. Gritamos de desespero, de medo. O grito é a voz da insegurança que tenta se travestir de opinião, de protesto, mas na verdade é na maioria das vezes o ato de se expressar daqueles que hoje chamam popularmente de “corneteiros”. Quem grita não necessariamente é polêmico, mas muitas vezes carente Por isso acho que deveríamos usar de agora em diante a expressão “brado de guerra” ou o “brado do Ipiranga”. Mera opinião.

Em todas as esferas da sociedade, em qualquer profissão existe quem seja praticante dos berros, e eximo de culpa aqueles que usam os gritos como instrumento de trabalho tais como feirantes ou operadores da bolsa de valores. Eles gritam para sobreviver, faz parte da labuta.
Por outro lado me irrito com quem berra sem necessidade, por puro prazer. Políticos que inflamam discursos com vozes estridentes, mas com conteúdos meramente rasos. Pegam um verdadeiro “samba do crioulo doido” e esgoelam para que o povo considere legítimo. Aí no dia seguinte, no fila do pão, um cidadão vira para o outro e diz: “você viu como ele fala bonito?”. Fala nada meu senhor, ele grita e no fim das contas ninguém lembra do que foi dito, a única coisa que permanece é o chiado no ouvido.

Lamentável também é quando a comunicação se esgoela. Quando jornalistas tentam passar a opinião ou a informação gritando. O argumento que precisa de voz alta é invariavelmente insustentável. Tem jornalistas que sopram suas trombetas na máxima potência achando que assim vão mudar o mundo, vão acabar com as injustiças de uma tal sociedade capitalista, opressora e etc. Será que eles já tentaram falar? Será que não lhes ocorreu a brilhante idéia de que o gritar não é nítido, que é irritante? Irritante não no sentido de insistência, mas de inconveniência mesmo.

São uns chatos aqueles jornalistas que se dizem revolucionários e por não terem embasamentos eficazes para tanto procuram incessantemente qualquer rodinha de meia dúzia de pessoas, qualquer microfone para logo soltar dos lábios suas vespas histéricas e cegas. Quando fazem isso eles ferem uma premissa do seu ofício que é comunicar. O grito comunica com pouca eficiência, ele tem a ver com autoritarismo, com imposição e não com o comum, a comunhão, a comunicação.

Um formador de opinião ou um líder não precisa se exaltar. Isso não é digno de um rei e sim papel de bobo da corte. Nada contra os bobos da corte que vivem berrando por aí, eles também tem seu papel. Mas que fique claro que não é o de comunicar, de informar. O problema é que a intenção desses que gritam não é essa por isso não são tidos como outra coisa a não ser como imbecis.

E por falar em gritos e imbecis, termino citando um dos maiores comunicadores brasileiros, Hélio Ribeiro que em seu livro “O Poder da Mensagem” diz: “Inteligentes do mundo uni-vos, pois os imbecis já estão”. E estão gritando.

*Estudante de Jornalismo e nosso amigo.