segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Sempre acreditei em Papai Noel

Por Suely da Silva Lima

Sempre acreditei em Papai Noel, Coelho da Páscoa e acho que existe até Saci-Pererê, mas confesso que nesta reta final – de ano e de curso – estou meio descrente destes mitos, lendas e entidades, mas não é por nenhum motivo em especial, é apenas por desânimo mesmo. Os desafios e a vontade de recomeçar que sempre mexeram comigo, têm passado longe e confesso que quero entregar os pontos, arrumar um marido e ter um monte de filhos. Sei que isto não é nenhum tipo de punição ou algo ruim, mas para mim é, pois essas idéias “casamenteiras” deixei adormecida décadas atrás. Ouvi-las ressoando em minha cabeça em um momento decisivo começa a me preocupar.

E o mundão que eu penso em desbravar? E as viagens para lugares inabitáveis? As noitadas? As descobertas? As aventuras? Em que lugar vou encaixar marido e filhos? Não são mochilas nem acessórios de viagem e não cabem em qualquer lugar: para meus planos futuros são totalmente impraticáveis.

Ao mesmo tempo, os “planos esquecidos” décadas atrás eram tão doces e saborosos que não posso simplesmente esquecê-los em algum lugar remoto do meu limbo cerebral. Eu gostava deles. Eles eram eu. Rejeitá-los não é em parte rejeitar a mim mesmo? Não sei, acho melhor pensar mais um pouco antes de qualquer decisão definitiva, para não correr o risco de me perder neste trajeto...

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