Por Suely da Silva Lima
- Então.... talvez sábado eu não esteja mais aqui.
De repente bateu forte e mais claro e o eco das palavras me arrepiou. Pela primeira vez em dias a realidade foi tão real que chocou. E a realidade é salgada. Tem gosto de lágrimas, como as que escorreram em meu rosto ao longo deste ano quase a cada aula, a cada texto trabalhado na tal escrita total, ou seja lá que nome se dá aos exercícios que nos faz expor a alma de uma maneira dura e impublicavel. Como as lágrimas que dançam uma valsa triste com as meninas dos meus olhos agora, teimando em escorrer. Mas ainda firme, balançando como duas pérolas ao vento. Mas pérolas balançam? Não importa.... este não é o momento para ser racional.
Você não estará mais aqui. Sei, sei que você continuará a existir e coisa e tal e que não nos deixará, que apenas está a alguns muitos quilômetros ou apenas a um toque de celular, ou um clique no msn, sei também que o e-mail aproxima as pessoas. Sei de tudo isso e, pela primeira vez, não tenho vontade de explicar, pois o nó cada vez maior em minha garganta ameaça desatar em uma corredeira d´água a qualquer momento.
Vou sentir sua falta.
Lembro do meu ingresso no mundo acadêmico e nunca imaginei que o livro de capa preta selaria nossos destinos. Nossa que drama! Bom, mas enfim, o primeiro passeio pela Biblioteca “Ada Pellegrini” me levou até a prateleira de Trabalhos de Conclusão de Curso, uma família de livros de capa escura e dura, enfileiradas lado a lado em uma seqüência não muito lógica a meus olhos inexperientes na arte de procurar livros por tombo. Até então meus passeios pelas bibliotecas das escolas eram realmente passeios, tocar os livros, virar páginas, orelhas, pés, (parece feijoada). Tocar os livros mesmo e depois ver qual eu queria: nunca procurei um livro por autor. Mas enfim, ali estava eu procurando um cara que tinha um nome, mas para encontrá-lo eu teria que acha-l0 pelo número.Com o dito cujo em meu poder, me deliciei e me aventurei pelas páginas do investigativo e descobri que gostava daquilo e daquele cara. Não o conhecia, não sabia como era seu rosto, suas mão, pés, cabelo. Nada!
De repente bateu forte e mais claro e o eco das palavras me arrepiou. Pela primeira vez em dias a realidade foi tão real que chocou. E a realidade é salgada. Tem gosto de lágrimas, como as que escorreram em meu rosto ao longo deste ano quase a cada aula, a cada texto trabalhado na tal escrita total, ou seja lá que nome se dá aos exercícios que nos faz expor a alma de uma maneira dura e impublicavel. Como as lágrimas que dançam uma valsa triste com as meninas dos meus olhos agora, teimando em escorrer. Mas ainda firme, balançando como duas pérolas ao vento. Mas pérolas balançam? Não importa.... este não é o momento para ser racional.
Você não estará mais aqui. Sei, sei que você continuará a existir e coisa e tal e que não nos deixará, que apenas está a alguns muitos quilômetros ou apenas a um toque de celular, ou um clique no msn, sei também que o e-mail aproxima as pessoas. Sei de tudo isso e, pela primeira vez, não tenho vontade de explicar, pois o nó cada vez maior em minha garganta ameaça desatar em uma corredeira d´água a qualquer momento.
Vou sentir sua falta.
Lembro do meu ingresso no mundo acadêmico e nunca imaginei que o livro de capa preta selaria nossos destinos. Nossa que drama! Bom, mas enfim, o primeiro passeio pela Biblioteca “Ada Pellegrini” me levou até a prateleira de Trabalhos de Conclusão de Curso, uma família de livros de capa escura e dura, enfileiradas lado a lado em uma seqüência não muito lógica a meus olhos inexperientes na arte de procurar livros por tombo. Até então meus passeios pelas bibliotecas das escolas eram realmente passeios, tocar os livros, virar páginas, orelhas, pés, (parece feijoada). Tocar os livros mesmo e depois ver qual eu queria: nunca procurei um livro por autor. Mas enfim, ali estava eu procurando um cara que tinha um nome, mas para encontrá-lo eu teria que acha-l0 pelo número.Com o dito cujo em meu poder, me deliciei e me aventurei pelas páginas do investigativo e descobri que gostava daquilo e daquele cara. Não o conhecia, não sabia como era seu rosto, suas mão, pés, cabelo. Nada!
O que um livro pode dizer de uma pessoa? Tudo! Pois com o livro descobri que o autor era uma pessoa ética, honesta, cuidadosa, caprichosa, inteligente, gostava muito de ler e zelava pela informação correta.

Eduardo Reis. Sem saber você marcou minha entrada no mundo do ensino superior e por querer você marca minha saída do mesmo mundo. Hoje, você tem rosto, voz, olhos castanhos contornados por óculos imperceptíveis, cabelos curtos e grossos, mãos bonitas, barriguinha aparente, um jeito de andar meio engraçado e uma risada que surpreende. É o Dú!!! O cara que nos faz olhar para nós mesmos. O “tio” legal meio-chato que nos faz querer ser melhores a cada dia, a cada minuto.
O nó agiganta-se na garganta segundo a segundo e o medo de não conseguir terminar o que comecei cresce junto com ele. Desta vez não estou preocupada em conter a torrente que me sufoca o peito. Dú, pode parecer o maior clichê da paróquia, rsrsrrsrs, mas as lágrimas correm frouxas agora e nem tenho vontade de impedi-las. Sei o quanto sou Eu e tudo o que isso significa e agradeço cada segundinho passado com você, cada minutinho compartilhado, cada riso, cada palavrinha bebida na fonte de sua sabedoria....e aí ancião? Rsrrrs...Sei que estou exagerando nos adjetivos e tal, mas agora não é hora de bloquear o tal lado direito não é mesmo? Mas só para encurtar a história e acabar com esta choradeira toda, até porque está ficando difícil de enxergar, gostaria que soubesse de verdade: você vai fazer muita falta e nem é pelas caronas, nem pela Fábrica , é apenas por você!
Sempre brinco que os ídolos morrem aos poucos, pela boca, mas tenho o maior prazer em dizer que você é uma exceção, pois quanto mais você fala e nos mostra um pedacinho do Dú, mais te admiro e sinto-me honrada por ter podido, por um breve espaço de tempo, aprender com você.
O nó agiganta-se na garganta segundo a segundo e o medo de não conseguir terminar o que comecei cresce junto com ele. Desta vez não estou preocupada em conter a torrente que me sufoca o peito. Dú, pode parecer o maior clichê da paróquia, rsrsrrsrs, mas as lágrimas correm frouxas agora e nem tenho vontade de impedi-las. Sei o quanto sou Eu e tudo o que isso significa e agradeço cada segundinho passado com você, cada minutinho compartilhado, cada riso, cada palavrinha bebida na fonte de sua sabedoria....e aí ancião? Rsrrrs...Sei que estou exagerando nos adjetivos e tal, mas agora não é hora de bloquear o tal lado direito não é mesmo? Mas só para encurtar a história e acabar com esta choradeira toda, até porque está ficando difícil de enxergar, gostaria que soubesse de verdade: você vai fazer muita falta e nem é pelas caronas, nem pela Fábrica , é apenas por você!
Sempre brinco que os ídolos morrem aos poucos, pela boca, mas tenho o maior prazer em dizer que você é uma exceção, pois quanto mais você fala e nos mostra um pedacinho do Dú, mais te admiro e sinto-me honrada por ter podido, por um breve espaço de tempo, aprender com você.
Obrigada pela generosidade e até um dia qualquer.



O Dú é do tipo que encanta na 1ª vez e depois mata a gente de tanta saudade...
ResponderExcluirJaque Bueno
O Dú me fez ver que jornalismo pode sim, ser do jeito que eu quero... literário e humano.
ResponderExcluirEle é a própria "imersão" de humanismo.
Veio, tornou-se amigo e agora vai pousar em outro lugar...
Poxa, meninas! Adorei o texto... senti a mesma vontade de chorar, pelo fato de deixar ir uma pessoa tão especial.
ResponderExcluirSenti também um pouco de tristeza por não ter "sugado" do Dú tudo o que poderia ou até mesmo, por não ter tido tantas oportunidades!
Com certeza, esse artigo representa aquilo que o Dú é: uma pessoa para sempre admirar!
Parabéns Suely e Jaque!
Saudadees...
Nay Aniceto
Gente o que foi isso, morri agora! Parabéns Dú por tudo o que você fez por nós! Vamos sim sentir sua falta, obrigado por tudo! Sucesso, você merece... eternas saudades!
ResponderExcluirParabéns Meninas... amo todos vocês!
Ana Dias
Caramba! Que legal, gente! Obrigado! Mas vocês tem certeza que este é o mesmo Du que eu to pensando?! rs Beijos
ResponderExcluirClaro que temos certeza!!! E já estamos sentindo muuuuuuuuuuito a sua falta.
ResponderExcluirBjão
Uau! Quem lê vai achar que ele é um tio grisalho!! Imagino que exatamente pelo oposto que se aproximou tanto de todo mundo. Pessoas vêm e vão, é natural e inclusive feliz. Du parabéns pelo novo emprego, pela bem-vinda mudança (pra mim toda mudança é bem vinda, se não entedia) e pelos novos amigos que fará. Meninas, Jaque e Sueli, acho que é a primeira vez que leio textos não jornalísticos de voces, fico muito feliz com o que vi, pq dentro de vcs existe aquela centelha que se transforma em arte, e ser um pouco artista é o unico caminho em q se pode ser feliz apesar de estar triste. Dai fica tudo bem né?! Parabéns pelo blog, torço pelo futuro de vocês, tanto na carreira quanto pessoal, e as acompanharei sempre.
ResponderExcluirCamila Galvão
P.S.: Adorei o texto acima!
Obrigada, Camila!
ResponderExcluirE continue visitando e comentando o blog!
Beijão
Jaque e Sú
Parabéns meninas pelo blog e pelo texto.
ResponderExcluirRealmente não poderia deixar de falar da importância do Eduardo Reis em nossas vidas em 2009 e ele sabe disso.
Rapaz com jeito e idade de irmão, nos amparou transmitindo seu conhecimento como um pai que ensina todos os caminhos ao filho.
Parabéns Eduardo e obrigado, muito obrigado pelo professor e amigo que você se tornou de todos nós.
Anderson Ferreira (Palmital)
Oi Anderson, muito obrigada por participar e ser um frequentador do nosso blog, seus comentários são muito importantes para o nosso crescimento como jornalistas e como pessoas. Escrever sobre o Dú é um enorme prazer para nós e ficamos muito felizes por ver que ele teve, tem e sempre terá uma importância imensurável na vida de cada pessoa que teve oportunidade de ser aluno dele nesta meteórica passagem pela FEMA.
ResponderExcluirBem, o que falar a mais sobre o Eduardo do que a JacK (que não é Kennedy, mas é uma lady...) e da Suely (que é lima das mais doces e, se precisar, "azeda" com quem merece...)já escreveram. Sabem, tenho o Dú, como ex-aluno, agora colega de trabalho e mais do que isso, como um profissional que ama,luta,labuta pelo que há de mais importante, pelo menos, para mim - pela palavra, seja ela, lida, escrita, falada, cheirada, degustada, ouvida... nada mais que os cinco sentidos se envolvem quando falamos dele. Assim, seja feliz com ela em qualquer lugar que vc for e estiver. Deus o abençoe. Diva Lea
ResponderExcluirFicamos felizes por perceber que a admiração pelo Eduardo não é apenas de aluno para professor, mas também entre os colegas de trabalho.
ResponderExcluirDiva, você é tão inspiradora quanto o Dú e também agradecemos a você por ter sido quem foi durante nosso percurso acadêmico.
Bjs
Meninas, vocês me emocionaram muito.
ResponderExcluirToda esta admiração manifestada é um reconhecimento do que o Du fala, pensa, prega e age.
Sem falsa modéstia, meu filho é mesmo o máximo!
Beijos
Tudo a ver:texto e Du, Du e texto. Sorte nossa ter esse amigo tão próximo, mesmo a distância.
ResponderExcluirBeijo a todos,
alzi
É verdade, Alzi! Sorte nossa mesmo!!
ResponderExcluirBeijão! Obrigada pela visita e pelo comentário
Sú e Jaque
Lindo texto, meninas!
ResponderExcluirConcordo com tudo, o Du além de amigo, irmão mais velho e professor é, pra mim, um guia espiritual, apesar de todo meu ceticismo (não entendo e não sei explicar isso rs). Ele abre o caminho e nós vamos atrás. Boa sorte para nós nessas mudanças de ano novo!
BJu
Certas coisas não precisam de explicação, Julianna!!!
ResponderExcluirObrigada pela visita e pelo comentário!
E boa sorte para nós!!
Beijo