quinta-feira, 25 de março de 2010

Sucumba à tentação


Por Jaqueline Bueno

Sabe aquela história de que Páscoa não é só o chocolate? Pode até ser, mas não podemos negar que a melhor parte é essa. Na verdade, para muitas pessoas (eu me enquadro aí), a comilança da deliciosa mistura do cacau com leite, castanhas e outras coisitas dura o ano todo. É como no poema do grande Vinícius... “que seja infinito enquanto dure”.

Outra conversa que me tira do sério nessa época é “vai gastar dinheiro com isso?”, duvido se você ganhasse uma caixa repleta de chocolates, trufas, bombons e tudo o mais que se pode ter nessa época se não iria abrir um sorrisão e também não diria a frase clichê sobre não precisar do presente. Sai dessa! Aproveita... o chocolate traz benefícios para corpo e para a alma também.

Uma vez li uma matéria sobre um estudo ‘chocolatístico’ (o sufixo ístico lembra estatístico, números, somas, acho que o neologismo vale nesse caso) que revelava os benefícios do delicioso, maravilhoso, magnífico... ops, voltemos ao tradicional chocolate. Segundo a pesquisa, “os antioxidantes presentes no chocolate amargo combatem os radicais livres, retardando, assim, o envelhecimento, e ajudam a diminuir os níveis de LDL (o mau colesterol) no sangue”. Além disso, podemos encontrar no doce as “vitaminas A,B, C, D e E-- e sais minerais, como o ferro e o fósforo”.

As histéricas de plantão poderão dizer que apesar de conter tudo isto, o chocolate é altamente calórico. E daí? Na vida tudo deve ser moderado, por isso basta ter bom senso. Afinal, quantas ‘porcarias’ comemos ao longo da nossa vida. Uma vez pelo menos, eu recomendo. Depois é só dar uma corridinha, fazer uma caminhada. Se isso ainda não for hábito, quem sabe pode mudar.

Já levantei a bandeira tempos atrás sobre querer chinelo para vida toda, hoje mudarei o lema: “Quero chocolate para o resto da minha vida”. E que o coelhinho venha me visitar quantas vezes quiser. Feliz Páscoa a todos!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Contradições e devaneios

Jaqueline Bueno

Por mais que você faça planejamentos, a vida sempre te surpreende e te mostra que o momento não é aquele. Por mais que você se esforce e passe anos se dedicando a uma única ação, mesmo tendo outras em paralelo, mas faz daquela a primordial, a vida sempre sopra no seu ouvido sobre não pensar muito naquilo.

As pessoas vivem dizendo sobre direcionar pensamentos e despender energias para determinada coisa, porém quando você tem a convicta certeza sobre a sua realização, sempre tem mais a frente.

Você passa quase toda a sua existência fazendo e mantendo contatos – faço uso do gerúndio para perceber quão movimentada é nossa vida, quão cíclica ela é e como passamos a nos importar com isso apenas quando ela parece estática – e no final quantas desses milhares de pessoas passam por você e sorriem, ou falam um bom dia educadamente e sem pressa, ou tentam salvar uma vida, não a sua, mas a de alguém que tanto precisa?

Encontrar o equilíbrio para alguns pode parecer fácil, só que não é bem assim. Administrar família, carreira, amizades e amores tem sido uma tarefa um tanto árdua para muitos. Mas isso não justifica os atos, pois o caráter é moldado ao longo das primaveras e as experiências e reflexões pelos outonos.

Durante todas as estações buscamos nos tornar mais humanos, sensíveis, presentes e tentamos encontrar oportunidades para seguirmos o caminho correto. No final, percebemos que as cores das flores, a melancolia das folhas secas, a rigidez do vento gelado e o calor dos dias passam por nós com uma insignificância tamanha; as pessoas também. Mas nós podemos mudar isso.