quinta-feira, 27 de agosto de 2009
quarta-feira, 26 de agosto de 2009
Especial - Oboé, o que é isso?
É parecido com uma flautinha? É de soprar? Essas e outras dúvidas sempre aparecem quando o músico diz que toca o oboé! Para explicar , os oboístas costumam usar como referência o LuLa molusco, do desenho Bob Esponja, que toca clarinete. E ainda assim, muita gente não consegue imaginar o que seria esse tal de obo, obo, obo o quê mesmo?
O oboé é um instrumento musical de sopro e palheta dupla, da família das madeiras. O corpo do oboé é feito normalmente de madeira (ébano, jacarandá) e tem formato ligeiramente cônico.
Uma pequena e delgada tira de uma cana especial é dobrada em dois e um pequeno tubo de metal é colocado entre os dois lados da tira dobrada, a qual é então passada em volta do tubo e firmemente amarrada a ele. A parte dobrada da tira é cortada e as duas extremidades, delicadamente desbastadas, constituindo então a palheta dupla. O tubo de metal encaixa-se em uma base de cortiça que é firmemente fixada na extremidade superior do oboé.
Oboé vem do nome francês hautbois, que significa madeira alta, devido ao seu registro agudo. Embora a pronúncia atual de hautbois se assemelhe a oboá, até o século XVII a pronúncia era oboé. Como o instrumento já havia se espalhado pelo mundo quando esta mudança ocorreu, o nome permaneceu assim em português e em algumas outras línguas. Pela mesma razão, em algumas línguas o instrumento é chamado de oboa.
O oboé entrou para o Guinness Book por ser considerado um dos instrumentos de sopro de técnica mais difícil.
*Uma homenagem para um grande amigo e oboísta
Fonte:http://pt.wikipedia.org/wiki/Oboé
João, sem o pé de feijão

Por Jaqueline Bueno
Tarde de sol, banho de mar, um barquinho para passear. Garoto, acompanhado de seus cinco irmãos, mãe e pai. Na praia pela primeira e única vez. O dia foi bom, a noite serena, apesar de narizes e bochechas vermelhos queimados pelos raios ultravioletas, mais o sal da água.
Barracas espalhadas pela areia, pessoas por todo lado, gritam, riem, brindam. Os ponteiros do relógio correm, depois vem o sono, o bocejo e mais sonhos durante uma noite que parece passar em segundos.
Acordado, o garoto olha para os lados, mexe os pés e volta a ouvir o mesmo barulho do dia anterior. Esfrega os olhos para ver melhor; jornais ao seu redor colocam-no de volta a sua real condição.
Medo. Vira de lado e enxerga a parede do prédio de 15 andares. Seu travesseiro: um monte de latinhas deixado pelos turistas e banhistas.
João perdeu a família numa manhã depois de noite de lua cheia. Entraram em sua casa, depois no cômodo onde dormiam seus irmãos e ele, levaram todas as roupas e trancaram a porta pelo lado de fora. Eles foram acordados com os gritos da mãe abafados pelo concreto que dividia um quarto do outro e , ao mesmo tempo, um silêncio profundo, sem uma reposta do pai. Mais dois disparos, um deles atravessou a parede de tijolos e passou pelo quarto onde os meninos estavam.
Sozinhos naquela cidade, João e seus cinco irmãos saíram pela pequena janela e vagaram. Com o tempo, foram-se perdendo e a relação ficou difícil por falta de comida, carinho, educação, diversão. E naquele dia, embaixo do prédio com vista para o mar, João sentiu seu estômago doer e percebeu mais uma vez a falta de casa, de comida e do bichinho de estimação, o Toby, que sempre sonhou ter.
quarta-feira, 19 de agosto de 2009
Existe vida após a morte
Por Suely da Silva Lima
Sapo, sapato, sola, jacaré, cobra. Pisa em meleca, grama, água, lama, xixi, chão, tapete, chiclete, cocô... Eca que nojo!
Sapato desconfortável, macio, duro, caro, novo, velho, cheiroso, chulezento, limpo, com flor, bolor, odor, olor, com dor, cadarço, velcro, fecho, fivela, laço, listras, bolinhas, salto alto, baixo, médio. Tem sapato de todo tipo: de couro de jacaré, de cobra, carneiro, de plástico, de ferro, pau, brinquedo, tem até de gente.
Minha mãe diz que meu tio faz gato e sapato da minha tia, coitada! Se ela for mesmo um sapato e ele calçá-la no pé e andar para cima e para baixo, além de uma vida bem dolorosa ela vai passar por tudo que escrevi ai em cima, e do jeito que ele é, vai lagar ela num cantinho esquecida, e aí um dia alguém a coloca num saco preto e o lixeiro leva embora. O bom é que sempre tem um curioso que olha dentro do saco, e vê que o sapato serve em alguém é só lavar e deixar secar que dá para usar de novo.
quinta-feira, 13 de agosto de 2009
Sem nome*
Um saco de estopa, uma bolsa cor-de-rosa e cor de terra. Cabelos desgrenhados, chinelo nos pés, olhar perdido. Na praça sentada. Perspectiva. Esperança. Expectativa. Palavras apagadas do seu mundo.
Mudei o caminho, pois mudei de emprego. E há três meses passo pela mesma praça de segunda a sexta-feira e lá está a mulher. Às vezes acompanhada de mais dois homens, outras vezes sozinha, inerte, na mais profunda reflexão. Da vida? Da morte? Do desespero? Do desamparo?
Hoje, resolvi passar por lá novamente e parar, mas ela não estava. Queria perguntar no que pensava, em que acreditava. Frustração. Também, só depois de 90 dias resolvo me importar com aquela mulher, sem identificação, sem uma casa, sem número, sem nada, moradora da praça por onde eu sempre passo.
O dia perdeu a graça. A ânsia por aqueles minutos de conversa continua presa entre o meu estômago e a minha garganta. Não sinto a temperatura real, pareço estranha. Agora eu passei a ser ninguém, sem peso, sem medida, completamente desconcertada.
*Ao ler, ouça “Stranger In This Town”, de Richie Sambora.
Link da música no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=Yt73I1QhsB8
quarta-feira, 12 de agosto de 2009
Admirável chinelo novo ou velho
Por Jaqueline Bueno
Sentada na minha sala, de frente com o PC (se preferir Personal Computer) percebi como um par de chinelos faz diferença. Se vou visitar um cliente, meus dedos ficam sufocados e espremidos dentro de um sapato feminino social de cor neutra. Para ir à faculdade uso tênis, apesar de confortável não deixam os meus pés respirarem. Ir para a balada, haja força nas panturrilhas e disposição para calçar o salto quinze.
“Meu pé, meu querido pé que me agüenta o dia inteiro” (trecho da música do ratinho do Castelo Rá-tim-bum) precisa de um descanso digno e nada melhor como um amigo, um quase escudeiro, fazendo flip-flop por onde passa.
Sem contar que ele ajuda o seu cachorrinho de estimação a ficar com os dentes fortes, ninguém escorrega no piso molhado, nenhuma mulher tem que voltar na manicure porque estragou o esmalte, os marmanjos podem fazer as traves do gol do futebol improvisado, enfim milhares de utilidades para esse tão conhecido acessório.
Se for verdade que foram os árabes que inventaram o chinelo em tempo de guerra., então nada mais justo enfrentar essa nossa batalha diária com os nossos amados chinelos... sejam os de borracha, couro, palha, PVC, do time do coração ou igual ao do novo ator da Malhação, das mais variadas cores e formatos.
Por isso, farei uma campanha a favor dos chinelos para todas as ocasiões. Quero chinelo para vida toda!
Eu ando tão down
Por Suely da Silva Lima
Em dias como estes me sinto estranha, meio querendo morrer, meio querendo deixar de existir. Mas o que tem de errado com o dia de hoje? Meteorologicamente nada, está lindo, ensolarado, o verde das árvores recortam o céu azul como uma paisagem pintada por algum mestre da pintura, meio entediante é verdade, mas mesmo assim lindo. O problema é dentro de mim...
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Cine Tela Brasil – Curta-metragem realizado em Assis recebe prêmio no RJ
Foto: Divulgação
Por Jaqueline Bueno
O curta-metragem “Primaveras” desenvolvido por um dos grupos que participaram da Oficina Itinerante de Vídeo Tela Brasil em Assis, recebeu o Prêmio Primeiro Olhar na Mostra Visorama do Festival Visões Periféricas, realizado em julho no Rio de Janeiro.
“Primaveras” é um documentário de sete minutos e discute a questão do tempo na vida das pessoas. O roteiro do vídeo foi escrito em conjunto e a equipe de alunos responsável foi composta por Derlei Alberto (Direção), Nayana Camoleze (Direção de Fotografia), Ariane Brito e Jamile Shrehazad (Produção), João Ricardo (Som Direto), Wilson Aleixo Jr. e Rogério Godoy (Câmeras), Anne Chochoc (Iluminação), Érika Macedo (Edição), Rogério Godoy (Trilha Sonora), Gilberto Bertolucci (Narração).
Para Wilson Aleixo Jr., um dos integrantes da equipe do curta, receber o prêmio é um reconhecimento pela participação e empenho durante as oficinas. “Receber este prêmio foi inesperado, e este curta é o primeiro de muitos outros que estou produzindo. Com esta conquista fico mais entusiasmado para finalizar as produções em andamento”, comemora.
Oficinas Cine Tela Brasil
As oficinas do Cine Tela Brasil, em parceria com a Telefônica e a CCR, leva aos jovens de todo o país noções técnicas sobre a produção audiovisual durante quatro finais de semana e para receber certificado de conclusão de curso os alunos desenvolvem um vídeo referente ao tema escolhido em conjunto e com o apoio dos professores.
O curso é gratuito e os participantes recebem uma ajuda de custo. A seleção dos candidatos é feita pela Buriti Filmes, organizadora do Cine Tela Brasil. Em Assis, as oficinas foram realizadas nos meses de setembro e outubro de 2008.
Além disso, a cidade também ganha, pois é montada uma sala de cinema Cine Tela Brasil onde os vídeos realizados são exibidos no último final de semana do curso e a comunidade local é convidada para a pré-estreia onde são entregues os certificados de participação na oficina.
Para assistir o curta-metragem acesse http://www.youtube.com/watch?v=curisN3N5LE




